domingo, 25 de novembro de 2007

Porque o fly não é popular? (parte 2)

Resumindo a teoria nº1 da impopularidade do fly, já discorrida anteriormente (aqui e aqui):

Boa parte dos metidos a pescadores, dizem que é impossível você pescar se não tiver um equipamento top, o que significa gastar no mínimo R$1.000,00. Deste modo a grande maioria acaba nem mesmo experimentando, afinal quem tem mil reais pra gastar em algo que não sabe se vai gostar? (eu não)
Se não houvesse tanto preconceito e mais divulgação dos equipamentos mais acessíveis, mais pessoas começariam a pescar com mosca, mesmo que pra isso tenha que se começar com um equipamento de qualidade intermediária. E então depois de começar, se decidir que é esta modalidade de pescaria que realmente quer fazer, pode-se, aos poucos, para quem não pode gastar muito de uma só vez, ir adquirindo equipamentos melhores.

Afinal se nas outras modalidades (bait-casting, corrico, oceânica, praia, etc.) é assim por que o fly não pode ser? Porque é algo de elite? Para seres iluminados? Bobagem.

Ou seja: embora muitos defendam não ser uma pescaria de elite, não é assim que ela é divulgada, ainda que inconscientemente, pela grande maioria dos praticantes.

Agora vamos à minha
Segunda teoria sobre a impopularidade do fly.

Vamos fazer uma comparação, quando alguém quer começar a pescar com iscas artificiais (bait-casting) ninguém leva o aspirante a pescador pra enfrentar mosquitos no mangue, tendo que fazer arremessos cirúrgicos pra tentar pegar o manhoso robalo. Provavelmente isso seria ótimo para as lojas de aeromodelismo, sim, pois pescador é que este cidadão não vai virar.

Geralmente o "ritual de iniciação" do futuro pescador de iscas artificiais, começa em um pesque-pague limpo com boa lanchonete, com um equipamento, de segunda linha, emprestado de um amigo (coisa raríssima no fly), arremessando spinner-baits para esfomeadas traíras. Enquanto o tutor usa uma zara para proporcionar ataques cinematográficos. Resultado: o novato vai pegar algumas no spinner-bait, vai ficar fascinado com os ataques na superfície e vai querer se aprofundar na modalidade.


Se até quem é experiente gosta de uma pescaria dessas, com direito a petiscos e cerveja no intervalo entre um peixe e outro, imaginem um iniciante.

Na foto de 2005 o Antonio, que já era experiente no bait e atualmente está iniciando na mosca, com uma traíra pega num spinner-bait.


Já na pesca com mosca...
vou deixar vocês pensarem/lembrarem como é a iniciação de um aspirante a mosqueiro, ou melhor, conte a sua experiência nos comentários.
No decorrer da semana continuo a idéia.

2 comentários:

Carlos disse...

Aquele Cidadão mais ao fundo me parece conhecido !!!

jguszr disse...

Eloy,

Na realidade creio que hoje em dia, de uns 3 anos para cá, o povo tem conhecido o fly mto em pp, dado a produtividade da modalidade com rações de EVA e assemelhados (não discuto se ração é mosca, num é, mas funciona e dá adrenalina !)

Gostei do texto, mto bem escrito e etc, concordo que batismo de fly, ou aprender fly pescando no mangue é loucura, perda de tempo até... quem está bancando o tutor, tem que se ligar disso e levar o pupilo para PP's primeiro.

Só assim para engrenar...

Att.

JGZR.