quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

O restaurante do peixe

Na última enquente a maioria marcou que quer tentar aprender a ler o rio. Então vamos lá.

A idéia inicial é simples, mas na prática nem sempre.

Se você fosse um monstro comedor de seres humanos, qual a situação mais fácil de você encontrar o seu alimento?
Não vamos considerar os eventos modernos que são produto da cultura: estádios de futebol, templos religiosos, shopping centers, etc. O que todos precisam fazer?

COMER.

Quer fazer um banquete de pessoas: vá a um lugar onde tem comida pra elas (um restaurante), e fique esperando, na espreita.

Para os peixes também é mais ou menos assim.

As preocupações deles podem ser resumidas em 3:
Comer;
Não ser comido;
Acasalar.

Quer encontrar o peixe, encontre o restaurante do peixe.

Obviamente vai variar (e muito) conforme a espécie "alvo", período do dia, época do ano, cor da água, luminosidade do dia, temperatura, etc.


Mas o princípio é um só: o peixe está onde ele se alimenta.

2 comentários:

Igor disse...

minha conclusão: na verdade então nesse caso não lemos o rio, mas sim o peixe. Saber do que ele se alimenta, saber onde esse alimento está, como ele age (o alimento), onde se esconde, se nada rápido, se não nada, etc... Na minha visão ler o rio é procurar estruturas, poços, saídas ou início de corredeiras, árvores na margem, sombra, etc...ou seja, locais onde há maior chance de haver peixe, independente de qual espécie e do que ela se alimenta. Aí sim, depois de "lido" o rio, partimos pra descobrir o prato do dia, hehehe
abraço!

Eloy Labatut disse...

Igor, o problema é que os locais onde há chance de ter peixe muda. E muda devido a uma série de fatores.
Então nem sempre o peixe vai estar no poço, na estrutura, etc.
O peixe vai estar onde, e quando, a comida está.